Apesar de ter cravado para dia 4 de abril o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula da Silva, o STF deu um drible na sociedade – nos prós e contras a prisão – e atropelou o TRF da 4ª Região.
Em abril, um ou mais ministros poderá pedir vista do HC e segurar a prisão de Lula por meses ou até ano que vem. Mas, nos bastidores, sugerem que ele pagará um preço: também não poderá ser candidato à Presidência porque os ministros do TSE não lhe concederão o ‘indulto’.
Curiosamente, em dia de decisão importante, pelo menos três ministros usaram a agenda para debandada do plenário. E motivaram a onda da liminar pró-Lula. Um atento advogado constatou: o intervalo das sessões do STF é de 15 minutos, na praxe. Ontem, durou 52 minutos. Um mistério o convescote dos togados no salão.
O plenário já se perdera em votos confusos quando livrou o senador Aécio Neves da cadeia, diante de evidências no pedido da PGR.