Por Alexandre Braz, repórter da Coluna
Mais recursos para a Defesa Nacional. Esse foi o pedido do presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa, Frederico Aguiar, em cerimônia realizada pela instituição na terça-feira (1) no Rio de Janeiro. Ele defendeu a criação de fundos soberanos para fortalecer investimentos no setor, com intuito de garantir a paz e a soberania nacional. O Ministro da Defesa, José Múcio, esteve presente ao evento.
“O Exército poderia ter o seu fundo soberano e não contingenciável, custeado com parte de impostos ou taxas provenientes da exploração de terras raras. A Marinha, por taxas ou impostos relativos à segurança do mar, tráfego de embarcações, royalties de petróleo do pré-sal ou até mesmo pela troca de dados através dos cabos submarinos. O fundo da Aeronáutica poderia ser financiado com parte da arrecadação de telecomunicações dependentes de comunicação satelital e segurança aeroviária”, argumentou Frederico.
Também estiveram presentes os três comandantes das Forças Armadas: general Tomás Paiva, do Exército; brigadeiro Marcelo Damasceno, da Aeronáutica; e almirante Marcos Olsen, da Marinha.
Na cerimônia, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) recebeu o prêmio “Joaquim de Sousa Mursa”. Portinho é autor da Proposta da PEC da Previsibilidade, que tramita no Senado, que propõe um orçamento mínimo para as Forças Armadas equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior, conforme recomendado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).