A filiação do vice-presidente Hamilton Mourão ao Republicanos amanhã (16), em Brasília, levanta um mistério sobre seu futuro. Mourão já indicou que deseja se candidatar ao Senado pelo Rio Grande do Sul – mas falta a chapa ainda.
O vice deu uma freada nas articulações nas últimas duas semanas e parou de falar no projeto gaúcho. O Republicanos, ligado à forte Igreja Universal e representante na Esplanada de parte do voto evangélico, está fechado com o presidente Jair Bolsonaro desde o início do Governo.
Nos corredores do Palácio do Planalto começam entre portas indicativos de que Bolsonaro pode manter Mourão na chapa de reeleição. Apesar das rusgas conhecidas, é plausível para aliados de Bolsonaro. A equação é simples. No Republicanos, ele representará as demandas do partido da Igreja. E ainda é no Exército o nome mais palatável às Forças Armadas para um vice do presidente na chapa, assim evitaria brigas internas no EB.
Mourão não vai sozinho. Amanhã leva uma fila de pré-candidatos bolsonaristas ao Republicanos em Brasília. Entre eles o advogado Paulo Fernando Melo (que deixa o PTB de Roberto Jefferson) e a jornalista Elisa Robson, suplente da deputada federal Bia Kicis. Eles disputarão a Câmara dos Deputados.