O jornalista Maurício Menezes, em sua participação no EsplanaTalk – bate-papo com personalidades de diferentes setores da sociedade com nossa equipe da Coluna Esplanada -, desta sexta-feira (07), discorreu sobre a internet, a ausência dos perfis dos personagens nas matérias jornalísticas e alguns fatos curiosos da sua vida de repórter.
O repórter mineiro radicado no Rio de Janeiro, que acumula grande experiência na rádio, comentou sobre a influência das redes sociais no Jornalismo: “eu acho que o maior defeito do Jornalismo hoje, no Brasil, é o valor e a exposição que se dá à internet. Ninguém telefona para os envolvidos. Disse no instagram/twitter e pronto. Você liga para uma redação ninguém atende. Ninguém conversa mais com ninguém. Você hoje não tem contato mais com o personagem. Todo mundo faz Jornalismo pelo computador. O Jornalismo é uma das poucas atividades do mundo que você não faz sem o ser humano. Nós estamos nos afastando cada vez mais do Jornalismo humano.”
Em contrapartida, Menezes completa que a grande virtude do Jornalismo é a insistência dos repórteres em continuarem no ofício.
Por fim, brevemente falou sobre sua experiência no Jornalismo de Humor – o mesmo montou um show de humor no teatro sobre os casos engraçados da imprensa, o Plantão de Notícias. Atualmente, ele é comentarista dos programas Clóvis Monteiro e Cidinha Campos, na Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.
Perfil Maurício Menezes
Mineiro de Gurinhatã, o jornalista Maurício Menezes iniciou carreira na Rádio Nacional durante uma greve do departamento de jornalismo. Tinha 20 anos e quando a greve terminou foi contratado pela rádio Globo, onde permaneceu por 29 anos. Acumulou as atividades na rádio com 25 anos como repórter da sucursal carioca de O Estado de S. Paulo.
Depois montou um show de humor no teatro sobre os casos engraçados da imprensa, que passou por várias emissoras, o Plantão de Notícias. Foi vice-presidente do Flamengo por 4 anos, assessor de imprensa do Tribunal de Justiça , jurado nacional do prêmio Embratel de imprensa e apresentador do Prêmio Esso. Hoje é comentarista dos programas Clóvis Monteiro e Cidinha Campos na Rádio Tupi.
Por Carolina Freitas e Sara Moreira