Enquanto o presidente Lula da Silva reforça a agenda internacional para sair bem na fita, o Ministério de Relações Exteriores não ajuda – e com a anuência do próprio chefe da nação. A decisão do Governo do Brasil de se abster na votação de uma resolução da ONU, apresentada pela Ucrânia, condenando a invasão russa que completou três anos, foi considerada a pá de cal nas pretensões de Lula de ser reconhecido como líder político global.
Ao se abster, o Brasil “sobe no muro” e acaba se alinhado ao presidente norte-americano Donald Trump, a quem tem criticado justamente por se colocar mais favorável à Rússia de Vladimir Putin. Dentro do próprio Itamaraty há diplomatas bem críticos a essa posição. Em tempo, o Brasil exporta muita, muita carne para a Rússia, e o nosso agro depende quase totalmente dos fertilizantes fabricados lá.