O atleta negro Weslley Caitano participou, neste domingo (30), da 7ª edição da Corrida do Túnel (Charitas-Cafubá) usando um colete à prova de balas como forma de protesto ao racismo no esporte.
O item, meramente representativo, foi para chamar atenção para a vulnerabilidade que atletas negros enfrentam ao correr nas ruas.
Casos de racismo se acumulam no meio esportivo e entre os corredores negros crersce o sentimento de insegurança. Segundo pesquisa Brand Inclusion Index 2024, 61% dos pretos e pardos sofreram discriminação no último ano.
O atleta Caitano participou do evento a convite da Alma Preta, uma agência de notícias especializada na temática étnico-racial no Brasil. O projeto, batizado de “Corredor em Perigo”, busca mobilizar a sociedade para se engajar nessa causa.

“É urgente pensarmos em ações de comunicação impactantes, que causem um incômodo nas pessoas e façam uma transformação transversal na luta antirracista. A Alma Preta tem a coragem dessa luta como propósito e vemos no esporte um meio valioso para expandir a nossa mensagem”, comentou Elaine Silva, sócia-diretora da Alma Preta.
Coluna Esplanada com informações da Alma Preta